Teatro da Juventude RJ
Site do Teatro da Junvetude do Rio de Janeiro
“PINÓQUIO OU COMO SE FAZ UM MENINO”
Nesses dias onde a tecnologia leva nossas crianças a viagens fantásticas e as colocam diante das telinhas de computadores por horas intermináveis, sendo transportadas a um mundo virtual, quase sempre repleto de violência, é preciso que alguém lembre que as páginas dos livros também podem conduzir, através da imaginação, nossos pequenos a uma Terra de Encantamento e Beleza. E naturalmente que ajudam a formar cidadãos de fato mais corajosos e mais éticos, pois a Literatura é o registro maior do pensamento Humano, é nessa hora que o Teatro entra como agente fundamental para materializar os sonhos.
Dando continuidade ao seu “Programa Nacional de Formação de Platéias”, o Teatro da Juventude do Rio de Janeiro, chega a sua XXXI Temporada Nacional de forma ininterrupta, produzindo para este ano “Pinóquio ou Como Se Faz Um Menino” adaptado do conto clássico de Collodi, acreditando que é fundamental resgatar a Fantasia para que nossas crianças possam crescer com apurado espírito crítico e naturalmente mais humano e menos agressivo. O convívio com o mundo atual tão competitivo, nos faz antes de qualquer coisa, buscar caminhos que nos levem a vivências ricas em valores fundamentais.
“A chave de nosso trabalho é a simplicidade, marca que ao longo de décadas, nos tem colocado numa posição de vanguarda nesse campo”, afirma o teatrólogo Luiz Arthur, “o Teatro mais uma vez serve como meio importante para a formação do indivíduo, pois só a Arte é capaz de proporcionar horas de encantamento e durante esses momentos estimular o questionamento, que no fim das contas vai proporcionar um real crescimento do indivíduo, seja numa peça de Ésquilo ou mesmo num conto infantil”.
Prosseguindo o autor e diretor; -“nossas produções sempre respeitam a inteligência da criança, onde a envolvência com o espetáculo se dá de acordo com a faixa etária: os bem pequenos através do lúdico, e aos maiores provocando a ação intelectual. Acreditamos numa estória bem contada, numa brincadeira inteligentemente armada e na mensagem sinceramente transmitida”.
Concluindo, Luiz Arthur diz: “As personagens desse espetáculo surgem na cena, ora na interpretação viva do ator, ou através da magia dos bonecos, numa seqüência estimulante que desperta a atenção indispensável exigida pelo Teatro. Ora o gato Fígaro na interpretação do ator contracena com o boneco do Grilo Falante, para no instante seguinte o inverso ocorrer; tudo isso num clima teatral que o conto exige”.
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